Engraçado como analisando estilos, gêneros, letras, estruturas harmônicas e rítmicas, a gente não consegue associar a música a outra coisa/entidade a não ser Deus. Porque a música é a expressão do criar, da criação e a criatividade é o pingo de graça que deus colocou em cada um de nós para que de nosso cérebro, de nosso coração e alma, saísse a expressão dos nossos sentimentos e do nosso ser e que isso possa servir de alimenta para um ouvido atento, para um coração aberto e uma alma acolhedora.
Definitivamente a música é uma criação de Deus, para o exercício do dom maior da inteligência e da criatividade. Todos tem ela dentro de sí, e sempre em algum momento há esse encontro, essa expressão quase mágica. Muitos dizem que não tem o dom, mas acredite que a música que sai de alguém tem o endereço certo, alcança quem deve alcançar. Ela sempre encontra uma alma aberta para levar a sua mensagem, seja ela qual for. É como uma palavra, pode ser usada para destruir ou para construir coisas belas.
Antes de mais nada, não ganho nada para fala bem do Rock In
Rio. Até porque eles nem precisam disso, a marca é sem dúvida uma potência no
meio artístico. E antes que algum chatonildo me questione sobre o termo
“marca”, é sim uma marca, gera renda, emprego, movimenta absurdamente a
economia local e é reconhecida no mundo inteiro. Então se você fica beiçudo em
ver Ivete Sangalo lá, saiba: não é nada pessoal, são negócios.
Vou relatar nas próximas linhas a experiência ímpar de viver por pelo menos um dia essa atmosfera incrível do RiR. Obviamente escolhi a data que mais condiz com meu gosto e afinidade musical, o último dia. A banda que mais gosto me fez percorrer mais 700 quilômetros e a escolha foi certeira, lá só assisti shows bons (confira crítica banda a banda). Mas além de falar dos shows eu não poderia deixar passar em branco a quantidade de besteira que li e ouvi a respeito do festival.
Minha única crítica à organização é algo bem pontual. No último dia foi o único dia em que a fila para entrar na cidade do rock foi de mais de 2h. Consegui entrar somente por volta das 16h, considerando que o portão se abriu às 14h. Quando indaguei um policial ele fez as honrarias brasileiras e transferiu responsabilidades, “isso é com a organização. Só com esse público isso aconteceu, nos outros dias estava normal”, disse o fardado. Subentende-se que a necessidade de se revistar mais minuciosamente era visível. Mentira, se eu estivesse com algo ilícito não teriam pego, nem olharam o que tinha na minha mochila. Então acredito que tenha sido algo pontual, porém perdi o show do Viper/Andre Matos e do Krisiun com Destruction.
De resto recomendo a quem quiser curtir em 2015. O lugar é super de boa, grande, tem banheiros em ordem, vários tipos de comida (fast food) desde Bob’s , Pizza até Yakissoba. Tem lugar legal para descansar entre um show e outro. Você não precisa ir até as bebidas (água, refri, energético e Heineken) eles vem até você vender. Mas preparem o bolso, os preços são altos. Recomendo filtro solar, muita água e simpatia. Sim! Aquele discurso de “boa vizinhança” rola lá de verdade, vi várias cenas de camaradagem. Teve até uma hora que comentei com minha futura esposa que eu estava com dor de cabeça e um cidadão de sotaque do sul me ofereceu sua última neosaldina. Gente boa o parça né? Um bom lugar pra quem gosta de gente!
Crítica banda a banda
André Matos/Viper
Sim amigos! Eu não assisti, apenas ouvi de lá da fila que ficava atrás do palco Sunset. Mas tomei o cuidado de chegar em casa e assistir o show inteiro. André Matos mostrou porque ele ainda tem o respeito de uma legião inteira de fãs. A todo instante interagiu, agradeceu pelo apoio do público durante sua carreira. Cantou com maestria! Destaque para Fairy Tale (Shaman), Lisbon e Angels Cry (Angra), dois clássicos do metal nacional.
Krisiun/Destruction
Cara eu sou suspeito para falar do Krisiun. Um expoente nacional na música extrema, uma energia contagiante eadesão total do público! Fiquei orgulhoso em ver crianças curtindo o som! E depois desconfiam de nossos talentos (tsc tsc)Isso foi o máximo que deu para ver. O resto foi por vídeo, porque zicaram a fila e eu estava lá cozinhando no calor carioca.
Helloween/Kai
Hansen
Nunca fui muito fã do Helloween. Quer dizer, eles têm meia
dúzia de músicas que são clássicos do metal, mas meu contato nunca passou
disso. Mas sem dúvida nenhuma eu passarei a ouvir e dar maior atenção a esses
caras. O show foi impecável, contagiante e a galera parou a cidade do rock pra
assistir. Sr. Medina que perdoe, Helloween no palco Mundo e esse Rock in Rio
teria sido ainda mais antagônico. Eu arrisco a dizer que foi o melhor do Palco
Sunset neste dia, e que me perdoe a incrível performance do Zépultura.
Zépultura
A abertura com Dark Wood OF Error, do disco Dante XXI,
alertava para um show ainda mais destruidor do que o da quinta-feira no Palco
Mundo. Sepultura na minha opinião é a melhor banda do Brasil na atualidade,
representa como ninguém a evolução do gênero aqui. Um show cheio de
energiacom Derick Green preenchendo
cada espaço vazio do palco com sua voz marcante. Mas a curiosidade toda
estava para ver no que ia dar o bem bolado com o Zé Ramalho. Eu curti muito, o
Zé tem uma pegada marcante e um vozeirão. Combinou com as fritadas do Eloy
Casagrande e as guitas distorcidas.
Kiara Rocks
Desconfiei desde a primeira vez em que soube que eles
tocariam no palco Mundo. Para mim, nada mais que uma força de bastidor para por
o Helloween no Sunset e o Kiara no Mundo. Aí começa o show e os caras, numa
sacada inteligente, chamam o público com um cover de Ages of Spades, do
Motorhead. Já as músicas autorais não prenderam a galera, mas
acredito que é por falta de intimidade com o público. A banda é ótima! E deu
pra sacar que a intenção deles é bacana.
Ainda mais quando eles trazem ao palco nada mais nada menos
que Paul Di’Anno (ex-Iron Maiden). Tudo bem, vou citar o Marcão do Charlie
Brown porque ele é sangue bom, mas os holofotes estavam voltados para o nobre
careca cantador. Rolou até Ramones com a Blitzkrieg Bop e o Paul dando agudos
(hehehe). Highway To Hell, do AC/DC foi cantada em coro pela plateia! Sem falar
que Mr. Di’Anno ainda mandoude quebra a
Wratchild, gravado por Paul em seus tempos de Maiden.
Mesmo assim acho que tocar no Palco Sunset teria sido de bom
tamanho... quem sabe no lugar do Helloween que deveria estar no Mundo.
Slayer
Mitos... não tenho muito o que comentar. Talvez umas das
bandas mais sangue no olho de todos os tempos. Seasons in The Abyss é um hino
do heavy metal. Mesmo com pouco carisma para agitar a galera, a banda foi
irretocável da primeira à última música. E como eu disse a um dos brothers que
conheci lá “eu nunca fui muito fã de Slayer em estúdio. Mas ao vivo os caras
são um soco no pâncreas. Muito bom!”
Avenged Sevenfold
Muita gente me perguntou o que eu achei, depois do show. Na
boa, o som deles realmente não me prende. Mas não acho ruim não, acho pesado,
bem produzido, bem arranjado e o show um mega produção. Em minha opinião foi o
som mais bem regulado, o conjunto visual mais organizado e atrativo, os caras
têm carisma. Mas passo essa bola para quem curte o som, pois o único som que eu
achei legalzinho chama-se Lost, e eles não tocaram no RiR.
Donzela de Ferro
Sonho realizado, deixemos o romantismo de lado. A regulagem
do som não estava legal, deu a impressão de que os caras usaram a “Moonchild”
como passagem de som. Se você procurar algum vídeo no You Tube vai ver que o
microfone do Bruce estava mudo nas primeiras palavras da letra. Mas como macaco
véio manda no zoológico, eles foram simplesmente fantásticos no quesito
set-list e performance. Tocaram a música que me fez começar a ouvir metal pra valer “Afraid
To Shoot Strangers” !! Isso já valeu a noite, o dia e o ano.
Quer algo mais rock ‘n roll do que você ferrar com o
patrocinador do evento (Heineken) dizendo que “a cerveja daqui não é muito boa
por isso eu trouxe a minha(The Trooper)”, abrir a garrafa e matar uma golada
pro mundo todo ver. Bandas novas, aprendam com o tio Bruce, rock é isso, ir
contra o gado!
Versões. Conheço muita gente que torce o nariz quando o assunto é fazer
versões de clássicos da música internacional. Talvez o rock seja o maior alvo e
no You Tube sai cada porcaria às vezes, que me limito a classifica-las na
categoria “cover mal feito”. Mas quando há um toque de classe, de capricho e
uma mescla entre a inovação e a manutenção dos elementos principais da música,
aí sim sai coisa boa.
Garimpar isso no You Tube é uma tarefa bastante
complicada, porque os vídeos destas versões nem sempre são populares,
justamente pelo motivos que descrevi na primeira linha deste texto e também por causa do Emerson Nogueira (rsrs).Selecionei quatro versões de bandas como Dream Theater, Slayer, Mettalica e Iron
Maiden. Elas unem bom gosto, inovação, precisão e qualidade na execução.Então confira os vídeos abaixo:
O primeiro é um guitarrista/violonista holandês chamado Thomas Zwijsen, 24 anos. O cara manda muito bem na pegada do violão clássico, embora seja
um guitarrista de heavy metal. Gosta tanto de Iron Maiden que até já gravou com
Blaze Bayley , que foi o frontman da Donzela de Ferro de 1994 a 1999. Mas o
gosto de Thomas por versões fica evidente no seu disco Nylon Maiden, lançado em
2013. Para quem quiser ter mais informações ou até conhecer e comprar o disco
do cara é só acessar o site dele www.thomaszwijsen.com
.
Esses doidos aqui fizeram uma versão inusitada do “hit” do Metallica.
Aqui, Enter Sandman ficou com uma cara toda de folk e country made in Alabama.
A banda Iron Horse é formada por Vance Henry no violão e voz tenor, Anthony
Richardson no banjo , faz voz barítono e “bass voice”, Ricky Rogers no contrabaixo
é barítono e Tony Robertson no bandolim e lead & tenor vocal. Esses caras tem 12
álbuns lançados em tributo a bandas como Metallica, Led Zepellin, Ozzy Osboune,
Guns´n Roses, Van Halen, entre outros. Além disso, eles tem três álbuns
autorais, o último é intitulado “Horse & Pen”, lançado em 2011. Vale a pena
curtir o canal deles no You Tube: www.youtube.com/IronHorseBluegrass
.
Sambo Ray Jr. é o típico jovem americano criativo. O cara é designer,
animador e encontrou na procrastinação um atalho para “brincar” com versões no
violão. E ele brinca como gente grande, separei uma versão muito legal de “Seasons
in The Abyss”, do Slayer. Tudo bem que ele não é um cantor nato, mas ele
conseguir simular a bateria e o violão ao mesmo tempo, usa e abusa de tappings,
sola e ainda canta a danada. Dá uma olhada nisso (vídeo abaixo). Se quiser
conhecer melhor o trabalho do cabron, se liga na página dele: www.samborayjr.com
.
Essa aqui eu conheço faz tempo, mas nunca pesquisei a respeito. Pipo& amp; Elo ao que me parece é um casal que transformou a pegada brutal do Dream Theater em um som acústico intimista. A voz feminina deu um toque todo delicado. Assim podemos tocar "As I Am" em qualquer jantar a luz de velas ou numa reunião de família, sem precisar que o vizinho chame a polícia por causa da bateria. É uma pena que eles não tem um site ou um vídeo com o performance ao vivo. Mas vale a pena conferir essa versão.
Eu sei que este blog tem como foco a música, mas eu vou
abrir uma exceção e mesclar um pouco com cinema. Bom esses dias eu fui
questionado por alguém (não me lembro), qual era o filme “trash” que eu mais
gostava. Eu sinceramente não sou adepto da “trasheira”, mas um em particular eu
assisti em meados de 1996. Aliás, foi esse longa que fez virar fã do Quentin Tarantino,
e naquela época ele ainda era um mero atendente em uma locadora em algum lugar
nos EUA. Com certeza foi neste emprego que ele escreveu o filme, que
posteriormente veio a ser dirigido por Robert Rodriguez.
Sobre o filme, as bizarrices ao melhor estilo Tarantino, a
dupla de assaltantes sanguinários e psicopatas interpretada por George Clooney
e pelo próprio Quentin, encontra uma família feliz e saltitante de férias em
um motor home. Na família a adolescente interpretada por Julliet Lewis era a filha
sem mãe que seguia junto com o pai e o irmão, até encontrarem os fugitivos
retardados. Bom, a história termina num bar insano de motoqueiros, onde eles resolvem entrar para tomar umas e outras e buscar uma
encomenda com um “parceiro” dos bandidos.
A coisa desbunda de vez quando a apresentação da noite é
anunciada. “Satanico Pandemonium” interpretada pela bela Salma Heyek que na
dancinha épica faz Tarantino beber champagne em seus pés. Depois disso a banda
para e o bar vira uma grande orgia gastronômica para zumbis, vampiros e
monstros. Enfim no final só Kate (Julliet) e Richard (Clooney) se safam, as
aberrações morrem, os humanos viram aberrações antes de morrer e tudo se
resolve, na medida do possível.
Satanico Pandemonium ao som de “After Dark” de Tito &
Tarantula
Mas voltando ao foco musical! Algo que todo mundo comenta
quando cito esse filme nas rodinhas de bate papo é a banda que faz o som no
bar. Pois lá vai! A banda californiana Tito & Tarantula participou com nada
menos que quatro canções e de quebra ainda fez uma ponta no palco do bar onde a
treta toda aconteceu. A apresentação da Satanico Pandemonium foi ao som da
música “After Dark”, quando a banda ainda era de músicos humanos. Mas a cena
que marca o filme é mesmo onde os humanos viram banquete dos monstros e em
alguns takes a incrível, eu repito: A INCRÍVEL cena da banda toda transformada
e o guitarrista tocando com uma guitarra feita de um tronco humano, uma perna,
e uma cabeça que ficava balançando.
Na cena em que a banda já tinha se transformado a música é “Angry
Cockroaches” e eu achei uma versão menos bizarra que a do filme:
Tarantino é gênio mesmo, hoje aquele filme me faz rir muito
por causa desta cena e também pela cena em que um monstro derrete e seus olhos
explodem, e aquela sugestiva gosma branca voa na cara da Julliet Lewis, que
estava de joelhos no chão. Nada mais tarado do que a associação entre a cena e um "bucake". Até seria, se o
Tarantino não fosse um autodidata e nem soubesse o que era semiótica na época. Recomendo o filme e recomendo que prestem mais
a atenção. Divirtam-se!
Estou longe de ser o maior fã de Pink Floyd, mas o fato de eu gostar muito e estar cercado de grandes fãs em toda a minha existência, me credencia para pelo menos analisar alguma obra desta que é uma das maiores bandas da história do rock´n roll mundial. Pois bem, escolhi o documentário "Pink Floyd: The Story of Wish Were Here" lançado em 2012, e que traz como pano de fundo o período que se passou durante a gravação do single "Wish Were Here".
O documento com relatos dos próprios integrantes da banda é recheado de detalhes sobre a composição do disco, produção e sobre o período nebuloso que resultou no rompimento do baixitsa Roger Waters com a banda em 1985. As palavras do artista visual/gênio Storm Thorgerson, autor da capa do disco The Dark Side of The Moon, que morreu na última semana, também acrescentam muito ao conteúdo. Além disso, a atmosfera densa deste período se passa, em boa parte, nas entranhas do famoso Abbey Road Studios, na Inglaterra, um dos oráculos do rock.
No entanto, o grande foco e talvez a parte mais apelativa do roteiro deste documentário está em alguém que, para quem não conhece tão bem a história da banda, julgaria menos importante que os demais. Jamais pensei que a carga de sentimentos, sensações e energias em torno do nome de Syd Barrett, fosse tão forte e ainda remoesse um turbilhão de lembranças em David Gilmour, Waters, Richard Wright e Nick Mason.
Syd carimbou com sua presença, talvez só de corpo, o momento fulminante da banda em estúdio. Os relatos perturbadores de Gilmour e Waters retratam uma pessoa totalmente irreconhecível que adentrou silenciosamente o estúdio sem se identificar e sem ser reconhecido pelos seus ex-companheiros de Pink Floyd. Os olhos semi-marejados e a voz embargada de Gilmour foram o suficiente para expressar o grau de relevância de Barrett na história da banda. O "Diamante Louco" teve uma faixa em sua homenagem no disco: "Shine On You Crazy Diamond". Sò não é a principal, por que Wish You Here expandiu o seu brilho e ganhou os holofotes.
Não para os verdadeiros fãs que sabem valorizar cada uma das composições e lamentam o triste fim de uma das maiores bandas do planeta. E posso falar como um, que apesar de maravilhosa, Wish You Here é apenas um grão de areia em um mar composições surreais e inspiradoras. E como acho que acabei dando detalhes demais sobre o documento, vou ser bonzinho e postar o vídeo na íntegra logo abaixo. Apertem os cintos e enjoy:
Como o nosso querido Blogspot não aceitou a janela do vídeo aqui no corpo do texto. Basta clicar no link abaixo para assistir ao documentário:
Não sei onde, exatamente, achei o material desta banda, mas
posso afirmar com todas as letras que realmente foi um grande achado. Myrath (pronuncia-se Mi – Raf) é uma banda oriunda da Tunísia e apesar da
origem pouco tradicional no cenário metálico internacional esses caras me
convenceram com o seu álbum mais recente “Tales of the Sands”.
Álbum: Tales of The Sands (2011) completo
O quinteto formado por Zaher (vocal), Malek (guitarra), Anis
(baixo), Elyes (teclado) e Morgan (bateria) tem como premissa em suas
composições, a mescla entre quebradas do progmetal e elementos da música
oriental. E antes que você pense em ouvir o disco comendo esfirra, vai se surpreender, principalmente com a forma com que eles construíram
este elo entre o estilo ocidental e instrumentos e elementos orientais.
Dois destaques em minha opinião, a primeira música do disco “Under
Siege” que dispensou a famosa faixa de abertura do álbum. Abusou dos teclados, aliás,
o que me chama a atenção dos “Keys” é especialmente a pouca utilização dos
famosos “ensambles” e “strings” que todo mundo usa por aí. Eles conseguiram
fazer muito bem essa liga entre os grooves pesados e bons riffs, com uma
atmosfera oriental e um refrão marcante.
Eu realmente tenho os dois pés atrás quando o assunto é
fazer metal com mesclas regionais. Sou da opinião de que isso nem sempre fica
bom, mas no caso desses caras achei que ficou sensacional e espero que eles
sigam nessa linha criativa nos próximos trabalhos. Também não vou perder a
oportunidade de enaltecer o trabalho de divulgação da banda, que excursiona
pela Europa, América e em tudo quanto é lugar no globo.
Para encerrar vou dar o meu segundo destaque no disco. A
faixa que dá nome ao disco “Tales of the Sands” parece mesmo soar como um conto
“from the deep desert of Tunísia”, como brinca Zaher no vídeo abaixo. Destaque
para os trabalhos vocais, não só da linha principal, mas também dos backings e
das vocalizações orientais. O refrão é todo cantando em árabe o que também se
torna um elemento surpresa no decorrer da música.
Bom, acho que me estender ainda mais aqui é bobagem,
gostaria de recomendar o disco a todos os meus leitores. O link do youtube com
o disco na íntegra tá no topo do post. Acho que vale a pena dar uma boa ouvida
e conhecer novos trabalhos, pois a cada dia nós descobrimos mais e mais bandas
talentosíssimas no cenário nacional e internacional. E nunca é demais ouvir
coisas novas e saber que não estamos reféns dos mesmos sons e pegadas. Abraço!
Ainda não sei ao certo como me expressar. Um sentimento misto de realização, alegria, euforia e muita responsabilidade. Uma carreira desabrochando? Um novo ciclo profissional e pessoal? Uma nova fase na vida? Sinceramente, hoje isso não faz diferença. Hoje é a concretização de um antigo sonho e consolidação de algo que por anos e anos achei impossível.
Seria se estivesse sozinho, seria se não tivesse mais quatro doidos com o mesmo tesão que eu, seria se não tivesse uma centena de pessoas torcendo, seria se não tivesse muita gente torcendo contra. Não é mais! Não é mais impossível.
O filho finalmente nasceu por completo, nasceu em nossa terra e vai levar nossa música pelo mundo, levar nossa mensagem aos continentes. Nosso suor, nosso sangue, nossos olhos e alma estão voltados para nosso primeiro filho, que chega ao Brasil hoje. Gratidão aos meus parceiros, amigos e irmãos.
Falar
deste cara é uma das tarefas mais difíceis para quem é músico e,
principalmente, para quem precisa estabelecer certa neutralidade ao escrever
como crítico. Foi assim comigo quando resolvi destrinchar a obra deste
canadense que é uma mistura de gênio e louco. Estou falando do rocker canadense
Devin Townsend, que possui uma obra tão complexa que é difícil até definir o que
ele é ao certo. Essa dificuldade se justifica no fato de ele mesmo compor, arranjar, produzir, gravar, mixar e
masterizar. Isso sim é ser um músico literalmente independente.
Seu
mais recente trabalho intitulado Epicloud mostra com clareza o ápice do seu
insano repertório de arranjos. Sua música é difícil de digerir na primeira vez
(me lembro que a primeira vez que ouvi os pré-conceitos e verdades absolutas
falaram mais alto, na época o lançamento era o disco Ziltoid: The Omniscient),
na segunda vez em que se ouve muita coisa ainda não faz sentido, principalmente
na parte instrumental. As letras em suma são boas, as vezes flertam com o
psicodélico. Aliás, já que os bangers adoram rotular as coisas aqui vai o
rótulo que criei para Townsend Project: Death Metal Progressivo Diazepan. Porém aos poucos fui entendendo a genialidade e a riqueza de recursos harmônicos que esse cara tem, sem falar da fúria contida em alguns momentos e escrachada em outros.
Epicloud
é uma viagem intensa pela loucura passando de levadas calmas quase baladas até
os mais estridentes berros que são atravessados constantemente por riffs nervosos e fritadas insandecidas de bateria.
No meio de tudo isso uma bela voz surge, Anneke Van Giersbergen,
a holandesa com a voz doce e quase infantil torna a missão de entender o disco
ainda mais difícil. Mas acredito que a intenção era justamente essa, essa é a
genialidade de Townsend. Ele não é obvio e sua música cumpre com o papel da
imprevisibilidade. Hora calmo, hora frenético este éo estilo do Quentin Tarantino das composições, já que tira sangue de forma cômica.
Meus destaques são as faixas True North, Where We Belong, Kingdon e Grace, porém uma boa ouvida no disco todo te dá uma boa dimensão das inúmeras cartas na manga do tio Chico do Heavy Metal. Essa música do vídeo acima é do disco Ziltoid: The Omniscient. Se você fizer uma busca rápida vai ver que a discografia deste cara é de dar inveja.
A doce voz
Uma coisa me despertou muita atenção na musicalidade da loirinha.
Anneke Van Giersbergen. Passei a olhar mais atentamente para o seu potencial e
mesmo que ela não esteja tão engajada na cena heavy, todos devem ouvir com mais
atenção a sua muscialidade. Ela tem estreitado laços com o folk rock em seu atual
projeto Agua de Aneeke. No entado o timbre de voz é curioso e muito cativante. Vale a pena conferir.
Boatos cada vez mais fortes dão conta de que a Music Television Brasileira (MTV) estaria com os dias contados. Não sei até que ponto manter uma estrutura como a desta emissora ainda é algo viável, levando em conta que sua programação tem como pilar central o humor e cada vez menos a música. O humor vai sendo engolido pelas emissoras maiores (vide Dani Calabresa e Adnet na Band). A música é questionável desde o final da década passada. Será que isso tudo não é reflexo do rompimento da "grande mídia" com o autosustentável rock'n roll? Ser pop tem o seu preço...
Outra ótima notícia que recebemos é que hoje (20), véspera do fim do mundo, a Rádio 89 Rock, retoma as suas atividades depois de quase duas décadas sem rock. Eu ainda peguei um restinho da 89 na minha adolescência, era bom pegar carona com alguém e ligar o rádio (analógico) e ouvir um Metallica, Slayer, AC/DC, entre outros, coisa que hoje seria loucura. As rádios precisam da internet e além disso estão abarrotadas de música ruim de gente sem talento, que não acrescenta nada a ninguém. Ou alguém quer argumentar algo em defesa? As pessoas também estão ficando fartas disso tudo, não são tão idiotas, ou não serão por muito tempo.
Como eu questionei a minha banca examinadora no T.C.C. Tiraram o rock da mídia, por que era agressivo, sujo, tinha conotação sexual e apologia à droga. Mas e aí e agora? Tá bom, tá higienizada a bagaça? E aí senhores da música pop, tão felizes? (obvio que sim, com os bolsos [pra não dizer o cu] cheios de grana) No final das contas é isso, grana! E você que se foda, o ouvinte/leitor/fan de hoje é um bicho preguiçoso que tem uma puta ferramenta na mão pra procurar boa música, boas bandas, mas é preguiçoso só assiste o que a TV mostra e o que tá na modinha, por que é legalzinho. Legalzinho é o meu saco!
Como têm sido frequentes os hiatos neste blog. Eu estava passando por aqui e resolvi atualizar algumas coisas relacionadas ao Vandroya. Da ultima vez que disse alguma coisa, foi relacionado ao encerramento das gravações e a mixagem e masterização feita pelo Heros Trench (Korzus).
Pois é, a coisa andou. E foi longe pra cacete. Depois de 11 anos de sangue, suor e lágrimas a Vandroya chega com o seu primeiro disco em lançamento mundial. Daqui a pouquíssimos dias os japoneses terão acesso ao disco "One", e finalmente poderemos saber qual foi a repercussão. O que anima é que os japoneses geralmente tem um carinho especial pelas bandas brasileiras. Estou confiante que o resultado será positivo. Quem sabe não rola de irmos para lá tocar daqui a algum tempo. Sei lá, de repente nem é loucura acreditar nisso. Até outro dia sonhavamos em apenas lançar um disco, e agora esse disco vai cruzar os oceanos.
Já dei um jeito de garantir um exemplar da revista Burn, do Japão, que vai veícular uma matéria sobre o disco e sobre a história da Vandroya. Assim que eu a tiver em mãos eu farei um post sobre isso para a galera que me acomapanha por aqui. Em breve o disco chega ao Brasil!!
Bom a nossa gravadora na Europa e na América do Norte, a Inner Wound Recordings, já soltou um teaser do nosso disco no Youtube. E mesmo atrasado eu compartilho aqui para quem quiser conferir alguns trechos de algumas músicas do álbum.
Eu não vejo a hora de subir no palco e tocar esse disco para o nosso público. Acho que estamos no caminho certo. Sabemos que hoje não somos ninguém, só uma banda tentando alcançar um espaço na cena internacional, mas sabemos que temos potencial para chegar longe.
Datas de lançamento:
Europe, North America: January 18th
Japan: December 19th
Brazil: February 4th
Na última sexta-feira 13 uma legião de
seguidores e discípulos comemorou o Dia Mundial do Rock. E mesmo que as glórias
e mestres do passado tenham ficado em um longínquo tempo, os saudosistas
carregam em sua vida a trajetória da música que mudou o mundo para sempre.
Afinal o ser humano vive de revoluções, e o rock foi uma das mais viscerais
libertações já presenciadas no último século, e segue até hoje provocando
reflexões e reações em um tempo em que as pessoas parecem cada vez mais
apáticas.
No Brasil tivemos o rock de Brasília,
espelhado por bandas como Legião Urbana, Capital Inicial, entre outras. Na
mesma vibração de onde vieram os diamantes brutos como Led Zeppelin, Black
Sabath, Elvis, Beatles, entre tantos outros que promoveram uma grande alteração
nos padrões comportamentais da sociedade daquela época. Mas como a chama de uma
vela um dia se apaga, o mesmo parece acontecer.
Vendo as atrações tupiniquins de hoje
em contraponto aos mitos do passado, penso o quão longe estamos de uma música
realmente útil à sociedade brasileira. A música que outrora provocava
reflexões, revoltas, mudanças substanciais e significativas nos indivíduos, um
a um, hoje se vê inofensiva. Que país é esse? Onde a utilidade social da música
foi substituída por radinhos de luxo em bares e boates, por heróis meteóricos
de apenas um verão, por canções que nada tem a dizer ou evidenciam cada vez
mais a banalização da palavra amor.
Assim como a educação, a cultura e,
dentro dela, a música, pode dar um novo rumo ao país, à sociedade como um todo.
Não que o rock seja obrigatório, mas que de uma vez por todas as pessoas
entendam que assim como tudo o que existe, a música tem uma aplicação maior
como fator social do que como apenas um entretenimento. O rock é tocado há
quase cinquenta anos e eu desafio qualquer um artista desses considerados
“sucessos” no Brasil a durar o mesmo tempo, com a mesma ênfase e conteúdo que o
rock.
Gris Wolds. Projeto competente e de muito bom gosto
Fernando Lazari (guita e voz), Alexandre Lazzari (batéra) e Eduardo Nakagawa (baixo)
A primeira vez que vi esses caras tocando foi no falecido bar do Brian
(Jaú-SP) e fiquei de cara com a simplicidade e bom gosto do repertório.
Acredito que falta muito isso às bandas atuais, dizem que querem inventar moda,
mas na real, criatividade é sempre bem vinda. E isso não falta ao trio Gris
Wolds.
Mas como assim criatividade? eles tocam “covers”! Se essa frase passou
pela sua cabeça é hora de rever conceitos. Sou um pouco receoso com relação às
releituras, mas tiro o chapéu para seleção que esses caras fizeram. O rock
atual é feito de referências passadas, mas como, cargas d´agua, inovar em uma
banda cover? Conceitualizando, contextualizando, afinal o rock pode ser
redescoberto com muita competência.
Foi a primeira coisa que me veio à cabeça quando peguei o meu CD “Draggin
You To Hollywood”. Literalmente fui arrastado para os anos 80, década em que
não me recordo de muitas coisas, mas minha memória musical não me deixa na
mão. A maioria dos filmes desta década eu assisti na Sessão da Tarde, na década
seguinte. Sem pipoca, pois microondas na época era coisa de rico.
Por falar em pipoca olhem só a foto da embalagem do CD. Vou repetir o
que eu disse ao Fernando Lazzari quando ele me deu um exemplar: “Sensacional
isso cara!” Pois é, uma linda embalagem que simula um pacote de pipoca, destes
de cinema. Dentro, além do CD, um punhado de pedaços de isopor que sugeria a
pipoca. Tanto que derrubei algumas no chão, assim como acontece toda vez no
cinema.
Quanto às músicas vou primeiro falar daquela que mexeu mais comigo. A
faixa número sete. O Main Theme do filme De Volta Pro Futuro, que em minha opinião
disputa pau a pau com o Senhor dos Anéis como a melhor trilogia de todos os
tempos (só que foi feito quase 20 ano antes). Um rearranjo simples da guita, baixo
e batera, uns samplers com falas do filme no meio. Um tanto quanto nostálgico.
Resultado: fui ver o filme de novo, só pra não perder o costume.
O disco começa com a primeira faixa (ahh vá?) Alice, do filme Alice no
País das Maravilhas, e em alguns momentos eu jurei que era o Lian Gallagher
cantando. Não me pergunte porquê. Faixa 2 com Take My Breath Away, do filme Top
Gun. Faixa 3 do filme Mama Mia, do filme homônimo. Faixa 4 com Gosthbusters
(caralho aquele monstro de marshmallow do filme era muito bicha), mas a música
era legal, me lembro de ter feito uma arma para caçar fantasmas com um
aspirador velho de minha mãe na infância.
Sim eu tinha mania de imitar as cenas mais legais dos filmes... não ...
eu não era uma criança normal... ainda terei um amigo chamado Geléia...
Voltando ao disco! Faixa 5, The Lion Sleeps Tonight, essa é a faixa mais
divertida do disco, e não tem como não se lembrar da cena do Pumba peidando no
lago e a manada toda fugindo. Minha sobrinha de 2 anos de idade assiti esse
filme umas 27 vezes por dia. Ficou muito massa a levada reggae no instrumental!
Apumbauê... apumbauê! Hoje a noite aqui na selva, quem dorme é o Leão... show
de bola!
My heart Will Go On, da Celine Dion, ganhou uma levada a La Green Day,
que removeu completamente aquela coisa melosa da música. O que me lembro do
filme? Sei lá, fiquei com tanta raiva do Leonardo de Capprio na época que
enfiei na cabeça que o filme era uma bosta. Hoje alguns anos depois eu continuo
achando a mesma coisa...
Mas música ficou foda, até porque a levada Green Day botou
a Celine no chinelo.
A faixa sete foi a primeira que falei...
Faixa 8 e final, cara eu gosto dessa música. Tanto na versão original
quanto na versão do U2 no disco “The Best of alguma coisa”. Essa versão do
Gris, não fica atrás. Fazem com um trio o que muita superbanda não consegue
fazer. Eficiente, divertido, despojado, com certeza está entre as gratas
surpresas dos últimos anos aqui no interior.
A primeira canção que aprendi a tocar em um instrumento foi
a “Que país é esse?”, e o instrumento era um violão Gianini que minha mãe
comprou nas Casas Bahia, em 1997. Depois que entendi como funcionava a
sequência rítmica e harmônica, fui até um banca de jornal e comprei uma dúzia daquelas
revistinhas de cifras. Naquela época internet era coisa de rico, e computador
custava algo como R$4 ou R$5 mil.
Me lembro que eu era muito influenciado pelos discos que meu
irmão ouvia, e naquela época ele estava escutando o disco “Equilibrio Distante”,
do Renato Russo. Então, inspirado pela trilha sonora, comprei uma revista só com cifras do legião.
Me sentava todas as tardes na calçada na frente de casa e fica tentando tocar “Sexo
verbal não faz meu estilo... lá lá..”. Ficava uma bosta, mas de tanto insistir
a música saiu e ficou redondinha, se é que isso se aplica ao Legião Urbana.
Enfim, virei fã da banda, mesmo não tendo vivido o ápice da
década de oitenta onde a música deles era a maior das carapuças do brasileiro.
Também compartilho da ideia de que o Renato era um mauricinho mimado que tinha
tudo fácil, mas não estava contente com nada e acabou enfiando a vida no cu.
Mas devemos reverenciar o mito “Legião Urbana” e o que ele significa hoje,
perto dessa música incipiente dos dias atuais.
Especial
Ontem assisti perplexo às semitonadas do Wagner Moura, vulgo
Capitão Nascimento, e concordo com a ideia de que assim como no filme Tropa de
Elite, ele continua torturando muita gente. O Legião foi a trilha sonora de vários
momentos de minha vida e da maioria dos meus colegas e é bobagem não admitir
isso. Os caras são fodas e representam uma fase legal da nossa música.
Comparado com o contexto atual (que é outra bosta). Mas Wagner, na boa, seu dia
de rockstar foi um fiasco, deixa pro Kim da banda Catedral ou quem sabe algum
bom cover do Renato interpretar e reviver esses bons momentos.
Por outro lado achei o show muito emocionante, foi legal ver
os caras tocando no palco e toda a plateia com a letra na ponta da língua.
Mesmo com o sono do Dado Vila Lobos e as desafinadas do Wagner, analiso o
espetáculo em sí como um alerta importante para a música brasileira. A
qualidade das letras em detrimento das letras dos “sucessos” atuais. Quanto ao
Capitão Nascimento, ele cantou com o coração e não usou nenhum efeito milagroso
para “afinar” a voz, diferentemente da maioria dos desafinados que imperam nas
paradas de sucesso. Mesmo assim foi triste.
Pena que acabou. Foi bom ver a MTV voltar a ser MTV, foi bom
ver o rock brasileiro voltar a ser rock, pelo menos por uma noite. Espero que
as coisas mudem e que os bons trabalhos que existem pelo Brasil tenham a mesma
oportunidade que o Legião teve em sua época. O povo começa a se cansar da falta
de bandas boas e de rock de verdade.
Muita gente torce o nariz quando o assunto é rock. Quiçá
quando o assunto heavy metal, extremo produzido por angolanos. Infelizmente no
Brasil a lavagem cerebral das últimas duas décadas, fez com que as pessoas
esquecessem o real propósito da música enquanto mensagem, enquanto grito contra
o sistema. Infelizmente a mídia, a TV, e a música anencéfala de hoje faz
parecer que não há mais um sistema a ser combatido.
Eis neste vídeo (logo acima) a preparação de um documentário
que serve de exemplo para qualquer pessoa que trabalha com música no Brasil.
Nem os mísseis e as carnificinas foram capazes de impedir esse grupo de jovens de
produzir o seu grito contra esse sistema frio e assassino. Para nós que estamos
no conforto do capitalismo parece algo absurdo, mas esses jovens merecem ser
chamados de músicos.
Eles sim entendem o real motivo de se fazer música, de se
fazer rock. Entendem que o metal é muito mais que gritos e instrumentos
ensurdecedores. Entendem que o metal é um clamor como: Ei prestem atenção na
merda que isso aqui está. Você não vai fazer nada? Nós vamos continuar gritando
até a morte!
Por isso a “grande mídia” (que de grande não tem merda
nenhuma) odeia tanto o heavy metal. Por que ele esclarece, ele denuncia, ele
tira as pessoas do lugar comum e mostra o que de fato é a comunidade.Vamos esperar o documentário sair. Com certeza muitas
pessoas vão rever seus conceitos e paradigmas.
Ouvintes, músicos e leitores...
música é mensagem. E qual é a mensagem que você está recebendo?
Vandroya entra na reta final da produção do seu álbum debut. Após encerrar as gravações no estúdio Genesis HiTech Music Records, a banda paulista realiza a mixagem e masterização com a direção do guitarrista Heros Trench, do Korzus.
O produtor, editor e finalizador possui no currículo um Grammy Latino conquistado em 2009 pela mixagem, produção e masterização do disco 'Depois da Guerra' da banda Oficina G3. Heros também participou da última edição do Rock in Rio, onde tocou com o Korzus.
Sem ter o nome do disco e a data de lançamento divulgados, a produção deve vir a público no segundo semestre de 2012. Vandroya divulgou a seu novo website com a nova logomarca da banda, além disso, também foi disponibilizado o canal oficial da banda no Youtube.
A formação da banda é Daísa Munhoz (vocal), Marco Lambert (guitarra), Rodolfo Pagotto (guitarra), Giovanni Perlati (baixo) e Otávio Nuñez (bateria). Vandroya lançou seu primeiro trabalho autoral em 2005, com o EP intitulado Whitin Shadows, de produção independente.
Estou na primeira fase do meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), pra quem não sabe além de músico estou me formando como jornalista. Meu trabalho não poderia ter outra temática que não a música, vou ainda mais longe, não poderia falar de outra coisa que não o rock and roll.
Muita pesquisa até aqui, levantamento de bibliografias, traduções de livros, decupagem de documentários e a cada dia que passa descubro o quanto o mundo do rock é fascinante e infinito. Mas para justificar o vídeo no começo do post, vou encurtar o caminho e chegar na parte dos subgêneros que escolhi para estudar e trabalha no trabalho: rock clássico, punk rock, hard rock e o heavy metal.
Por que os escolhi? Por que se trata de três irmãos que moram juntos na mesma casa junto ao pai, o rock tradicional visceral e bruto. E esse vídeo resume muito bem o que quero salientar em meu estudo. É impressionante como os elementos de cada um dos segmentos, citados anteriormente, se entrelaçam e complementam-se.
O cara que fez o vídeo foi preciso ao usar o pretexto de uma batalha. Uma queda de braço entre o punk e o metal. Mas na verdade não há queda de braço. Há sim uma grande harmonia musical, uma ideologia muito parecida e música feita para mudar o mundo.Perceba como as coisas se entrelaçam e como não há distâncias da essência.
Ontem fiquei muito satisfeito com a conversa que tive com um dos
organizadores do Festival RockAnimal. Feliz por que amo o rock and roll, feliz
por que amo os animais e feliz por que ainda tem gente boa e com vontade de
fazer a coisa acontecer na região.
Bom como bom cachorreiro/cervejeiro/roqueiro que sou, estarei lá no
domingo às 14h na Avenida João Franceschi. Pra prestigiar meus colegas
parceiros de heavy metal do New Stage, pra pretigiar a volta de eventos de rock
na cidade.
Fiquei sabendo que vai ter banda de molecadinha tocando lá. Hoje em dia a mulecada só quer saber
de sertanejo universitário. Só de saber que tem boa nova querendo resgatar o
rock´n roll já vale ir lá incentivar os garotos para que insistam nessa estrada árdua, porém prazerosa. Afinal é por uma ótima causa.
Peguem seus pacotes de ração (1kg vale a entrada), a vontade de passar
um domingão longe do Gugu, acompanhado de brejas, boa música e gente de bem!