Eu sei que este blog tem como foco a música, mas eu vou abrir uma exceção e mesclar um pouco com cinema. Bom esses dias eu fui questionado por alguém (não me lembro), qual era o filme “trash” que eu mais gostava. Eu sinceramente não sou adepto da “trasheira”, mas um em particular eu assisti em meados de 1996. Aliás, foi esse longa que fez virar fã do Quentin Tarantino, e naquela época ele ainda era um mero atendente em uma locadora em algum lugar nos EUA. Com certeza foi neste emprego que ele escreveu o filme, que posteriormente veio a ser dirigido por Robert Rodriguez.
Sobre o filme, as bizarrices ao melhor estilo Tarantino, a
dupla de assaltantes sanguinários e psicopatas interpretada por George Clooney
e pelo próprio Quentin, encontra uma família feliz e saltitante de férias em
um motor home. Na família a adolescente interpretada por Julliet Lewis era a filha
sem mãe que seguia junto com o pai e o irmão, até encontrarem os fugitivos
retardados. Bom, a história termina num bar insano de motoqueiros, onde eles resolvem entrar para tomar umas e outras e buscar uma
encomenda com um “parceiro” dos bandidos.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Curiosidade: Um Drink no Inferno é o 2º de nove filmes em que Robert Rodriguez e Danny Trejo trabalham juntos. Os demais foram A Balada do Pistoleiro (1995), Pequenos Espiões (2001), Pequenos Espiões 2 - A Ilha dos Sonhos Perdidos (2002), Era Uma Vez no México (2003), Pequenos Espiões 3D (2003), Planeta Terror (2007), Machete (2010) e Pequenos Espiões 4 (2011).
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A coisa desbunda de vez quando a apresentação da noite é
anunciada. “Satanico Pandemonium” interpretada pela bela Salma Heyek que na
dancinha épica faz Tarantino beber champagne em seus pés. Depois disso a banda
para e o bar vira uma grande orgia gastronômica para zumbis, vampiros e
monstros. Enfim no final só Kate (Julliet) e Richard (Clooney) se safam, as
aberrações morrem, os humanos viram aberrações antes de morrer e tudo se
resolve, na medida do possível.
Satanico Pandemonium ao som de “After Dark” de Tito &
Tarantula
Mas voltando ao foco musical! Algo que todo mundo comenta
quando cito esse filme nas rodinhas de bate papo é a banda que faz o som no
bar. Pois lá vai! A banda californiana Tito & Tarantula participou com nada
menos que quatro canções e de quebra ainda fez uma ponta no palco do bar onde a
treta toda aconteceu. A apresentação da Satanico Pandemonium foi ao som da
música “After Dark”, quando a banda ainda era de músicos humanos. Mas a cena
que marca o filme é mesmo onde os humanos viram banquete dos monstros e em
alguns takes a incrível, eu repito: A INCRÍVEL cena da banda toda transformada
e o guitarrista tocando com uma guitarra feita de um tronco humano, uma perna,
e uma cabeça que ficava balançando.
Na cena em que a banda já tinha se transformado a música é “Angry
Cockroaches” e eu achei uma versão menos bizarra que a do filme:
Tarantino é gênio mesmo, hoje aquele filme me faz rir muito
por causa desta cena e também pela cena em que um monstro derrete e seus olhos
explodem, e aquela sugestiva gosma branca voa na cara da Julliet Lewis, que
estava de joelhos no chão. Nada mais tarado do que a associação entre a cena e um "bucake". Até seria, se o
Tarantino não fosse um autodidata e nem soubesse o que era semiótica na época. Recomendo o filme e recomendo que prestem mais
a atenção. Divirtam-se!

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