Jan 24, 2013

Devin Townsend: louco, gênio ou os dois?

 Falar deste cara é uma das tarefas mais difíceis para quem é músico e, principalmente, para quem precisa estabelecer certa neutralidade ao escrever como crítico. Foi assim comigo quando resolvi destrinchar a obra deste canadense que é uma mistura de gênio e louco. Estou falando do rocker canadense Devin Townsend, que possui uma obra tão complexa que é difícil até definir o que ele é ao certo. Essa dificuldade se justifica no fato de ele mesmo compor, arranjar, produzir, gravar, mixar e masterizar. Isso sim é ser um músico literalmente independente.

Seu mais recente trabalho intitulado Epicloud mostra com clareza o ápice do seu insano repertório de arranjos. Sua música é difícil de digerir na primeira vez (me lembro que a primeira vez que ouvi os pré-conceitos e verdades absolutas falaram mais alto, na época o lançamento era o disco Ziltoid: The Omniscient), na segunda vez em que se ouve muita coisa ainda não faz sentido, principalmente na parte instrumental. As letras em suma são boas, as vezes flertam com o psicodélico. Aliás, já que os bangers adoram rotular as coisas aqui vai o rótulo que criei para Townsend Project: Death Metal Progressivo Diazepan. Porém aos poucos fui entendendo a genialidade e a riqueza de recursos harmônicos que esse cara tem, sem falar da fúria contida em alguns momentos e escrachada em outros.
 

Epicloud é uma viagem intensa pela loucura passando de levadas calmas quase baladas até os mais estridentes berros que são atravessados constantemente por riffs nervosos e fritadas insandecidas de bateria. No meio de tudo isso uma bela voz surge, Anneke Van Giersbergen, a holandesa com a voz doce e quase infantil torna a missão de entender o disco ainda mais difícil. Mas acredito que a intenção era justamente essa, essa é a genialidade de Townsend. Ele não é obvio e sua música cumpre com o papel da imprevisibilidade. Hora calmo, hora frenético este é o estilo do Quentin Tarantino das composições, já que tira sangue de forma cômica.



Meus destaques são as faixas True North, Where We Belong, Kingdon e Grace, porém uma boa ouvida no disco todo te dá uma boa dimensão das inúmeras cartas na manga do tio Chico do Heavy Metal. Essa música do vídeo acima é do disco Ziltoid: The Omniscient. Se você fizer uma busca rápida vai ver que a discografia deste cara é de dar inveja.

A doce voz


Uma coisa me despertou muita atenção na musicalidade da loirinha. Anneke Van Giersbergen. Passei a olhar mais atentamente para o seu potencial e mesmo que ela não esteja tão engajada na cena heavy, todos devem ouvir com mais atenção a sua muscialidade. Ela tem estreitado laços com o folk rock em seu atual projeto Agua de Aneeke. No entado o timbre de voz é curioso e muito cativante. Vale a pena conferir.

Dec 20, 2012

I wanna rock

Boatos cada vez mais fortes dão conta de que a Music Television Brasileira (MTV) estaria com os dias contados. Não sei até que ponto manter uma estrutura como a desta emissora ainda é algo viável, levando em conta que sua programação tem como pilar central o humor e cada vez menos a música. O humor vai sendo engolido pelas emissoras maiores (vide Dani Calabresa e Adnet na Band). A música é questionável desde o final da década passada. Será que isso tudo não é reflexo do rompimento da "grande mídia" com o autosustentável rock'n roll? Ser pop tem o seu preço...


Outra ótima notícia que recebemos é que hoje (20), véspera do fim do mundo, a Rádio 89 Rock, retoma as suas atividades depois de quase duas décadas sem rock. Eu ainda peguei um restinho da 89 na minha adolescência, era bom pegar carona com alguém e ligar o rádio (analógico) e ouvir um Metallica, Slayer, AC/DC, entre outros, coisa que hoje seria loucura. As rádios precisam da internet e além disso estão abarrotadas de música ruim de gente sem talento, que não acrescenta nada a ninguém. Ou alguém quer argumentar algo em defesa? As pessoas também estão ficando fartas disso tudo, não são tão idiotas, ou não serão por muito tempo.

Como eu questionei a minha banca examinadora no T.C.C. Tiraram o rock da mídia, por que era agressivo, sujo, tinha conotação sexual e apologia à droga. Mas e aí e agora? Tá bom, tá higienizada a bagaça? E aí senhores da música pop, tão felizes? (obvio que sim, com os bolsos [pra não dizer o cu] cheios de grana) No final das contas é isso, grana! E você que se foda, o ouvinte/leitor/fan de hoje é um bicho preguiçoso que tem uma puta ferramenta na mão pra procurar boa música, boas bandas, mas é preguiçoso só assiste o que a TV mostra e o que tá na modinha, por que é legalzinho. Legalzinho é o meu saco!

Dec 11, 2012

Daqui para o mundo todo

Como têm sido frequentes os hiatos neste blog. Eu estava passando por aqui e resolvi atualizar algumas coisas relacionadas ao Vandroya. Da ultima vez que disse alguma coisa, foi relacionado ao encerramento das gravações e a mixagem e masterização feita pelo Heros Trench (Korzus).

Pois é, a coisa andou. E foi longe pra cacete. Depois de 11 anos de sangue, suor e lágrimas a Vandroya chega com o seu primeiro disco em lançamento mundial. Daqui a pouquíssimos dias os japoneses terão acesso ao disco "One", e finalmente poderemos saber qual foi a repercussão. O que anima é que os japoneses geralmente tem um carinho especial pelas bandas brasileiras. Estou confiante que o resultado será positivo. Quem sabe não rola de irmos para lá tocar daqui a algum tempo. Sei lá, de repente nem é loucura acreditar nisso. Até outro dia sonhavamos em apenas lançar um disco, e agora esse disco vai cruzar os oceanos.

Já dei um jeito de garantir um exemplar da revista Burn, do Japão, que vai veícular uma matéria sobre o disco e sobre a história da Vandroya. Assim que eu a tiver em mãos eu farei um post sobre isso para a galera que me acomapanha por aqui. Em breve o disco chega ao Brasil!!

Bom a nossa gravadora na Europa e na América do Norte, a Inner Wound Recordings, já soltou um teaser do nosso disco no Youtube. E mesmo atrasado eu compartilho aqui para quem quiser conferir alguns trechos de algumas músicas do álbum.



Eu não vejo a hora de subir no palco e tocar esse disco para o nosso público. Acho que estamos no caminho certo. Sabemos que hoje não somos ninguém, só uma banda tentando alcançar um espaço na cena internacional, mas sabemos que temos potencial para chegar longe.

Datas de lançamento:
Europe, North America: January 18th
Japan: December 19th
Brazil: February 4th

Pre-venda do álbum:

Worldwide:
Inner Wound Store: https://innerwound.bigcartel.com

Japan:
Amazon: http://www.amazon.co.jp/ワン-ヴァンドローヤ/dp/B009K6GJ3C
HMV: http://www.hmv.co.jp/en/artist_Vandroya_000000000504484/item_One_5210519

Vandroya online:
Website: http://www.vandroya.com
Facebook: http://www.facebook.com/vandroya

Jul 16, 2012

Meu velho amigo rock n´roll

Na última sexta-feira 13 uma legião de seguidores e discípulos comemorou o Dia Mundial do Rock. E mesmo que as glórias e mestres do passado tenham ficado em um longínquo tempo, os saudosistas carregam em sua vida a trajetória da música que mudou o mundo para sempre. Afinal o ser humano vive de revoluções, e o rock foi uma das mais viscerais libertações já presenciadas no último século, e segue até hoje provocando reflexões e reações em um tempo em que as pessoas parecem cada vez mais apáticas.

No Brasil tivemos o rock de Brasília, espelhado por bandas como Legião Urbana, Capital Inicial, entre outras. Na mesma vibração de onde vieram os diamantes brutos como Led Zeppelin, Black Sabath, Elvis, Beatles, entre tantos outros que promoveram uma grande alteração nos padrões comportamentais da sociedade daquela época. Mas como a chama de uma vela um dia se apaga, o mesmo parece acontecer.

Vendo as atrações tupiniquins de hoje em contraponto aos mitos do passado, penso o quão longe estamos de uma música realmente útil à sociedade brasileira. A música que outrora provocava reflexões, revoltas, mudanças substanciais e significativas nos indivíduos, um a um, hoje se vê inofensiva. Que país é esse? Onde a utilidade social da música foi substituída por radinhos de luxo em bares e boates, por heróis meteóricos de apenas um verão, por canções que nada tem a dizer ou evidenciam cada vez mais a banalização da palavra amor. 

Assim como a educação, a cultura e, dentro dela, a música, pode dar um novo rumo ao país, à sociedade como um todo. Não que o rock seja obrigatório, mas que de uma vez por todas as pessoas entendam que assim como tudo o que existe, a música tem uma aplicação maior como fator social do que como apenas um entretenimento. O rock é tocado há quase cinquenta anos e eu desafio qualquer um artista desses considerados “sucessos” no Brasil a durar o mesmo tempo, com a mesma ênfase e conteúdo que o rock.

Será que hoje não precisamos mais nos libertar?
Vida longa ao rock n´roll!
Texto originalmente publicado em:
http://comerciodojahu.com.br/post.asp?id=1257266

Jul 12, 2012

Luz! Câmera! Som!


Gris Wolds. Projeto competente e de muito bom gosto


Fernando Lazari (guita e voz), Alexandre Lazzari (batéra) e Eduardo Nakagawa (baixo)

A primeira vez que vi esses caras tocando foi no falecido bar do Brian (Jaú-SP) e fiquei de cara com a simplicidade e bom gosto do repertório. Acredito que falta muito isso às bandas atuais, dizem que querem inventar moda, mas na real, criatividade é sempre bem vinda. E isso não falta ao trio Gris Wolds.

Mas como assim criatividade? eles tocam “covers”! Se essa frase passou pela sua cabeça é hora de rever conceitos. Sou um pouco receoso com relação às releituras, mas tiro o chapéu para seleção que esses caras fizeram. O rock atual é feito de referências passadas, mas como, cargas d´agua, inovar em uma banda cover? Conceitualizando, contextualizando, afinal o rock pode ser redescoberto com muita competência.

Foi a primeira coisa que me veio à cabeça quando peguei o meu CD “Draggin You To Hollywood”. Literalmente fui arrastado para os anos 80, década em que não me recordo de muitas coisas, mas minha memória musical não me deixa na mão. A maioria dos filmes desta década eu assisti na Sessão da Tarde, na década seguinte. Sem pipoca, pois microondas na época era coisa de rico.

Por falar em pipoca olhem só a foto da embalagem do CD. Vou repetir o que eu disse ao Fernando Lazzari quando ele me deu um exemplar: “Sensacional isso cara!” Pois é, uma linda embalagem que simula um pacote de pipoca, destes de cinema. Dentro, além do CD, um punhado de pedaços de isopor que sugeria a pipoca. Tanto que derrubei algumas no chão, assim como acontece toda vez no cinema.

Quanto às músicas vou primeiro falar daquela que mexeu mais comigo. A faixa número sete. O Main Theme do filme De Volta Pro Futuro, que em minha opinião disputa pau a pau com o Senhor dos Anéis como a melhor trilogia de todos os tempos (só que foi feito quase 20 ano antes). Um rearranjo simples da guita, baixo e batera, uns samplers com falas do filme no meio. Um tanto quanto nostálgico. Resultado: fui ver o filme de novo, só pra não perder o costume.

O disco começa com a primeira faixa (ahh vá?) Alice, do filme Alice no País das Maravilhas, e em alguns momentos eu jurei que era o Lian Gallagher cantando. Não me pergunte porquê. Faixa 2 com Take My Breath Away, do filme Top Gun. Faixa 3 do filme Mama Mia, do filme homônimo. Faixa 4 com Gosthbusters (caralho aquele monstro de marshmallow do filme era muito bicha), mas a música era legal, me lembro de ter feito uma arma para caçar fantasmas com um aspirador velho de minha mãe na infância.

Sim eu tinha mania de imitar as cenas mais legais dos filmes... não ... eu não era uma criança normal... ainda terei um amigo chamado Geléia...

Voltando ao disco! Faixa 5, The Lion Sleeps Tonight, essa é a faixa mais divertida do disco, e não tem como não se lembrar da cena do Pumba peidando no lago e a manada toda fugindo. Minha sobrinha de 2 anos de idade assiti esse filme umas 27 vezes por dia. Ficou muito massa a levada reggae no instrumental! Apumbauê... apumbauê! Hoje a noite aqui na selva, quem dorme é o Leão... show de bola!

My heart Will Go On, da Celine Dion, ganhou uma levada a La Green Day, que removeu completamente aquela coisa melosa da música. O que me lembro do filme? Sei lá, fiquei com tanta raiva do Leonardo de Capprio na época que enfiei na cabeça que o filme era uma bosta. Hoje alguns anos depois eu continuo achando a mesma coisa... 

Mas música ficou foda, até porque a levada Green Day botou a Celine no chinelo.

A faixa sete foi a primeira que falei...

Faixa 8 e final, cara eu gosto dessa música. Tanto na versão original quanto na versão do U2 no disco “The Best of alguma coisa”. Essa versão do Gris, não fica atrás. Fazem com um trio o que muita superbanda não consegue fazer. Eficiente, divertido, despojado, com certeza está entre as gratas surpresas dos últimos anos aqui no interior.

May 30, 2012

Legião Urbana com W. Moura

Sobre o Capitão Nascimento no Legião Urbana


A primeira canção que aprendi a tocar em um instrumento foi a “Que país é esse?”, e o instrumento era um violão Gianini que minha mãe comprou nas Casas Bahia, em 1997. Depois que entendi como funcionava a sequência rítmica e harmônica, fui até um banca de jornal e comprei uma dúzia daquelas revistinhas de cifras. Naquela época internet era coisa de rico, e computador custava algo como R$4 ou R$5 mil.

Me lembro que eu era muito influenciado pelos discos que meu irmão ouvia, e naquela época ele estava escutando o disco “Equilibrio Distante”, do Renato Russo. Então, inspirado pela trilha sonora,  comprei uma revista só com cifras do legião. Me sentava todas as tardes na calçada na frente de casa e fica tentando tocar “Sexo verbal não faz meu estilo... lá lá..”. Ficava uma bosta, mas de tanto insistir a música saiu e ficou redondinha, se é que isso se aplica ao Legião Urbana.

Enfim, virei fã da banda, mesmo não tendo vivido o ápice da década de oitenta onde a música deles era a maior das carapuças do brasileiro. Também compartilho da ideia de que o Renato era um mauricinho mimado que tinha tudo fácil, mas não estava contente com nada e acabou enfiando a vida no cu. Mas devemos reverenciar o mito “Legião Urbana” e o que ele significa hoje, perto dessa música incipiente dos dias atuais.
Especial

Ontem assisti perplexo às semitonadas do Wagner Moura, vulgo Capitão Nascimento, e concordo com a ideia de que assim como no filme Tropa de Elite, ele continua torturando muita gente.  O Legião foi a trilha sonora de vários momentos de minha vida e da maioria dos meus colegas e é bobagem não admitir isso. Os caras são fodas e representam uma fase legal da nossa música. Comparado com o contexto atual (que é outra bosta). Mas Wagner, na boa, seu dia de rockstar foi um fiasco, deixa pro Kim da banda Catedral ou quem sabe algum bom cover do Renato interpretar e reviver esses bons momentos.
Por outro lado achei o show muito emocionante, foi legal ver os caras tocando no palco e toda a plateia com a letra na ponta da língua. Mesmo com o sono do Dado Vila Lobos e as desafinadas do Wagner, analiso o espetáculo em sí como um alerta importante para a música brasileira. A qualidade das letras em detrimento das letras dos “sucessos” atuais. Quanto ao Capitão Nascimento, ele cantou com o coração e não usou nenhum efeito milagroso para “afinar” a voz, diferentemente da maioria dos desafinados que imperam nas paradas de sucesso. Mesmo assim foi triste.

Pena que acabou. Foi bom ver a MTV voltar a ser MTV, foi bom ver o rock brasileiro voltar a ser rock, pelo menos por uma noite. Espero que as coisas mudem e que os bons trabalhos que existem pelo Brasil tenham a mesma oportunidade que o Legião teve em sua época. O povo começa a se cansar da falta de bandas boas e de rock de verdade.

Fotos: Raissa Paschoal/Veja

May 26, 2012

Metal sem fronteiras



Muita gente torce o nariz quando o assunto é rock. Quiçá quando o assunto heavy metal, extremo produzido por angolanos. Infelizmente no Brasil a lavagem cerebral das últimas duas décadas, fez com que as pessoas esquecessem o real propósito da música enquanto mensagem, enquanto grito contra o sistema. Infelizmente a mídia, a TV, e a música anencéfala de hoje faz parecer que não há mais um sistema a ser combatido.

Eis neste vídeo (logo acima) a preparação de um documentário que serve de exemplo para qualquer pessoa que trabalha com música no Brasil. Nem os mísseis e as carnificinas foram capazes de impedir esse grupo de jovens de produzir o seu grito contra esse sistema frio e assassino. Para nós que estamos no conforto do capitalismo parece algo absurdo, mas esses jovens merecem ser chamados de músicos. 

Eles sim entendem o real motivo de se fazer música, de se fazer rock. Entendem que o metal é muito mais que gritos e instrumentos ensurdecedores. Entendem que o metal é um clamor como: Ei prestem atenção na merda que isso aqui está. Você não vai fazer nada? Nós vamos continuar gritando até a morte!

Por isso a “grande mídia” (que de grande não tem merda nenhuma) odeia tanto o heavy metal. Por que ele esclarece, ele denuncia, ele tira as pessoas do lugar comum e mostra o que de fato é a comunidade.Vamos esperar o documentário sair. Com certeza muitas pessoas vão rever seus conceitos e paradigmas.


Ouvintes, músicos e leitores... música é mensagem. E qual é a mensagem que você está recebendo?

May 21, 2012

Vandroya: guitarrista do Korzus finaliza disco


Vandroya entra na reta final da produção do seu álbum debut. Após encerrar as gravações no estúdio Genesis HiTech Music Records, a banda paulista realiza a mixagem e masterização com a direção do guitarrista Heros Trench, do Korzus.


O produtor, editor e finalizador possui no currículo um Grammy Latino conquistado em 2009 pela mixagem, produção e masterização do disco 'Depois da Guerra' da banda Oficina G3. Heros também participou da última edição do Rock in Rio, onde tocou com o Korzus.

Sem ter o nome do disco e a data de lançamento divulgados, a produção deve vir a público no segundo semestre de 2012. Vandroya divulgou a seu novo website com a nova logomarca da banda, além disso, também foi disponibilizado o canal oficial da banda no Youtube.

A formação da banda é Daísa Munhoz (vocal), Marco Lambert (guitarra), Rodolfo Pagotto (guitarra), Giovanni Perlati (baixo) e Otávio Nuñez (bateria). Vandroya lançou seu primeiro trabalho autoral em 2005, com o EP intitulado Whitin Shadows, de produção independente.


Canais relacionados a esta notícia:

http://www.mrsomstudio.com.br
http://www.vandroya.com
http://youtube.com/vandroyaofficial
http://fb.com/vandroya
http://twitter.com/vandroyaoficial






May 19, 2012

Quem ganha é a música



Estou na primeira fase do meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), pra quem não sabe além de músico estou me formando como jornalista. Meu trabalho não poderia ter outra temática que não a música, vou ainda mais longe, não poderia falar de outra coisa que não o rock and roll. 

Muita pesquisa até aqui, levantamento de bibliografias, traduções de livros, decupagem de documentários e a cada dia que passa descubro o quanto o mundo do rock é fascinante e infinito. Mas para justificar o vídeo no começo do post, vou encurtar o caminho e chegar na parte dos subgêneros que escolhi para estudar e trabalha no trabalho: rock clássico, punk rock, hard rock e o heavy metal. 

Por que os escolhi? Por que se trata de três irmãos que moram juntos na mesma casa junto ao pai, o rock tradicional visceral e bruto. E esse vídeo resume muito bem o que quero salientar em meu estudo. É impressionante como os elementos de cada um dos segmentos, citados anteriormente, se entrelaçam e complementam-se. 

O cara que fez o vídeo foi preciso ao usar o pretexto de uma batalha. Uma queda de braço entre o punk e o metal. Mas na verdade não há queda de braço. Há sim uma grande harmonia musical, uma ideologia muito parecida e música feita para mudar o mundo.Perceba como as coisas se entrelaçam e como não há distâncias da essência.

May 18, 2012

Dica solidária



Ontem fiquei muito satisfeito com a conversa que tive com um dos organizadores do Festival RockAnimal. Feliz por que amo o rock and roll, feliz por que amo os animais e feliz por que ainda tem gente boa e com vontade de fazer a coisa acontecer na região.

Bom como bom cachorreiro/cervejeiro/roqueiro que sou, estarei lá no domingo às 14h na Avenida João Franceschi. Pra prestigiar meus colegas parceiros de heavy metal do New Stage, pra pretigiar a volta de eventos de rock na cidade.

Fiquei sabendo que vai ter banda de molecadinha tocando lá. Hoje em dia a mulecada só quer saber de sertanejo universitário. Só de saber que tem boa nova querendo resgatar o rock´n roll já vale ir lá incentivar os garotos para que insistam nessa estrada árdua, porém prazerosa. Afinal é por uma ótima causa.

Peguem seus pacotes de ração (1kg vale a entrada), a vontade de passar um domingão longe do Gugu, acompanhado de brejas, boa música e gente de bem!

Apr 5, 2012

Luto

Morre o fundador da Marshall


O Rock´n´roll lamenta a morte do Sr. Jim Marshall, o “pai do barulho”. Para quem não ligou o nome a pessoa pergunte aos guitarristas de plantão, o que representa o nome Marshall. Jim morreu aos 88 anos e foi um dos grandes responsáveis pela qualidade dos amplificadores de vários astros do rock mundial.

Condecorado pela rainha com o título "Queens Award for Export", em 1984, em reconhecimento por seu trabalho como empresário e grande exportador. Fundada há 50 anos, a Marshall tornou-se um dos nomes mais conhecidos pelos roqueiros. Bandas como Iron Maiden, The Cult, Slipknot e Whitesnake já haviam sido confirmadas para o show de aniversário de 50 anos dos amplificadores Marshall na Wembley Arena.

A Marshall emitiu comunicado oficial sobre a morte do fundador. "É com profundo pesar que anunciamos o falecimento do nosso amado fundador e líder nos últimos 50 anos, Jim Marshall. Saudamos também um homem lendário que levou uma vida plena e verdadeiramente notável", diz a nota.

Apr 2, 2012

Heavy Metal Nacional

Fala galera, foi mal pelo pequeno hiato de um mês. Estava concluindo um projeto de pesquisa na faculdade e acertando umas coisas do disco da Vandroya, então não tive muito tempo para atualizar aqui. Bom antes de postar alguns assuntos que não podem passar batido, eu quero mostrar aqui o trabalho do Ancesttral que é está lançando o seu quarto trabalho autoral. O EP Bloodshed and Violence tem três músicas, sendo duas compostas pelos caras e um cover da música " I " do Black Sabath. Publiquei no último domingo uma matéria mo Jornal Comércio do Jahu com entrevista exclusiva do guitarrista Leonardo Brito, que morou muito tempo aqui em Jaú, acho que vale a conferir a entrevista na íntegra. Mas primeiro curta o som logo abaixo:



PS - Primeiramente gostaria que nos dissesse qual é a sua relação com Jaú. Você morou aqui? Tem amigos? Conhece projetos musicais?
LB - Sim! Meus pais se mudaram pra Jaú quando eu tinha 3 anos e só voltei pra São Paulo aos 19. Ainda tenho muitos amigos por aí.
Aprendi quase tudo que sei de música com professores jauenses. Jaú tem professores e músicos excepcionais com quem estudei e toquei.
Conheço alguns projetos do mestre Fábio Lopes, que foi meu último professor antes de eu ingressar no Instituto de Guitarra e Tecnologia em São Paulo.
Conheço algumas bandas de amigos com quem ainda mantenho contato.

PS - É natural que os fãs de Heavy Metal identifiquem semelhanças na sonoridade e acabem comparando outras bandas. Vocês já receberam esse tipo de comparação? (Se sim o que pensa disso?)
LB - Ah sim, isso é normal no começo. As pessoas sempre comparam alguma coisa nova com alguma referência que elas já conhecem. No nosso caso, no nosso CD de estreia, houveram muitas comparações com o Metallica devido ao timbre de voz do Alexandre. Hoje em dia as comparações são menores. Estamos mais maduros e temos muitas outras influências que estão mais evidentes nas novas músicas. Não acho essa comparação ruim no que diz respeito à qualidade do trabalho. Mas hoje em dia, com a quantidade enorme de bandas que existem, ser original acaba sendo mais importante do que qualquer coisa.

PS - A banda chega ao quarto trabalho autoral e, portanto, a uma maturidade no que concerne a produção musical. Como vocês avaliam a cena do rock pesado no Brasil? Acreditam que as bandas estão sendo mais aceitas por aqui?
LB - Sem dúvida. Apesar de muitos ficarem reclamando por aí, a cena do metal está melhorando bastante. O público está começando a se abrir para bandas novas de som próprio. As bandas também estão em um nível muito mais alto de profissionalismo e principalmente em relação a produção dos CDs. Além disso, existe uma união maior entre as próprias bandas que não se via há alguns anos atrás. Claro que isso é um processo lento. A cultura da "banda cover" ainda é muito forte. A molecada monta bandas primeiro pra tocar músicas dos outros e depois, se der, compõe alguma coisa. Em outros lugares do mundo onde o metal é muito mais forte esse processo é inverso. As bandas se preocupam em compor antes de saírem fazendo covers. Essa mentalidade vem desde o aprendizado em música. Todos querem aprender um solo do Steve Vai mas ninguém se preocupa em compor um.

PS - O EP “Bloodshed and Violence -2012”. Sob que ótica vocês procuraram escrever as músicas e letras?
LB - As músicas sempre saem de maneira espontânea, sem pensar se será uma música mais cadenciada ou mais rápida. As letras falam de experiências pessoais e também de assuntos atuais, como a violência gratuita que se vê hoje na TV.

PS - Fale sobre o processo de composição das três músicas do EP. Quem compôs as músicas? Onde foi gravado? O disco foi produção independente?
LB - As músicas “Bloodshed and Violence” e “Trust” foram compostas pelo Alexandre Grunheidt (vocal e guitarra) e a “I” é um cover do Black Sabbath. Ele foi gravado em vários lugares. Desde o sítio do Alexandre até a sala da minha casa, passando pela escola em que o nosso baterista dá aulas de áudio. Ele foi produzido totalmente pela banda e mixado pelo Paulo Anhaia.

PS - Há expectativas quanto a shows e tournês?
LB - Há sim. A ideia é fazer alguns shows de promoção do EP e em paralelo trabalhar no próximo álbum previsto para este ano ainda. Faremos um show de lançamento do EP no próximo mês e sairemos para alguns shows no interior e sul.

PS - Quais são os grandes anseios do Ancesttral a curto, médio e longo prazo?
LB - No momento, estamos concentrados totalmente na divulgação do EP e na pré-produção das novas músicas. Vamos lançar um CD novo no fim do ano e pretendemos sair em uma turnê maior no ano que vem. Não pensamos muito a longo prazo. Tentamos nos concentrar no que temos agora e como podemos fazer o melhor no momento. O que vier depois, será consequência do bom trabalho de hoje. 

PS - Você acredita que com a entrada dos grandes festivais no circuito nacional e a vinda bandas mundialmente conhecidas, podem estimular uma maior abertura para as bandas nacionais?
LB - De certa forma sim. Grandes festivais são boas oportunidades das bandas nacionais se apresentarem para grandes públicos, ainda que as condições dadas para as bandas nacionais dificilmente são as mesmas das internacionais. Por outro lado, a enorme quantidade de shows internacionais a baixo custo revela uma clara preferência dos promotores de shows que, na minha opinião deveriam investir mais em shows e produções nacionais.

PS - Ainda há preconceito contra os roqueiros no pais? Como você lida com isso e qual a mensagem que você procura passar a quem desdenha da música pesada?
LB - Já foi muito pior. Hoje em dia esse preconceito se restringe a uma minoria desinformada. Já fui muito radical em relação a isso mas com o tempo aprendi que tudo se resume a "respeito". Respeito todos os músicos de verdade que trabalham duro no que gostam, seja lá qual for seu estilo. Da mesma forma que também exijo que respeitem o meu trabalho.

Da esquerda para a direita Rafael Rosa (bateria), Alexandre Grunheidt (guitarra e vocal), Renato Canônico (baixo) e Leonardo Brito (guitarra)

PS - O que você está ouvindo no momento?
LB - Não tenho preconceito com nenhum segmento do metal. Escuto desde Angra até Slayer. Tudo que tiver uma guitarra distorcida eu tô ouvindo!! Mas ultimamente tenho me interessado por algumas bandas mais novas como As I Lay Dying e Killswitch Engage. Não sou daqueles saudosistas que acham que não existe vida no metal depois dos anos 80. Tem muita coisa nova boa.

PS - Quais outros projetos nacionais você recomenda?
LB - Tem várias bandas nacionais que não devem nada para os gringos. O Trayce e o Command6 lançaram recentemente trabalhos que merecem muita atenção. Gosto muito também do Chaosfear, Woslom, Torture Squad, Threat e os já renomados Korzus.

PS - O rock and roll na sua opinião morreu?
LB - Haha…escuto isso há uns 20 anos no mínimo e até hoje o rock está aí firme e forte. E não vai morrer nunca porque é um estilo que não depende de uma época, cultura, país nem classe social. Bandas de 30 anos atrás continuam lotando estádios pelo mundo sem contar que constantemente tem aparecido bandas novas com a mesma qualidade das antigas.

PS - Cite um motivo para as pessoas experimentarem o Heavy Metal:
LB - Difícil dizer. Só indo a um show mesmo para sentir o que o Heavy Metal pode te proporcionar.

Fotos: Lailson Santos/divulgação

Feb 15, 2012

Tire suas conclusões


“Mas, caralho, pela última vez: o rock and roll não precisa ser salvo. Ele está vivo e vai muito bem, obrigado”, dispara. “Essa porra ainda existe. Só está sufocada sob uma pilha de lixo”. Dave Grohl, líder da banda Foo Fighters durante entrevista a Rolling Stone Brasil

Fico pensando aqui, tem gente que pensa que o bom rock´n roll está morto. De repente a montanha de lixo, no caso do Brasil, pode ser essa bestialidade cometida pelo mainstream, tentando enfiar os descartáveis do famigerado sertanejo universitário. Nada contra os caras, é um meio de se ganhar a vida e se ta na crista da onda, por que não aproveitar?

Mas quem se preocupa com pesquisa na área de música, quem compra o disco original só para ter o material genuíno produzido pelos seus artistas preferidos, quem gosta da história e de como foi o processo de composição das músicas. Esse sim merece que essa montanha de lixo vá parar em algum aterro, bem longe daqui de preferência.

O rock é conteúdo, é história, geografia, matemática, física, é inglês e português, é a hora do recreio, da paquera, da zueira, de falar sério, de sorrir de chorar... o rock´n rol é uma aula de química, que produz arrepios libidinosos em nossas nucas. Me desculpe o pessoal da montanha, mas cedo ou tarde o vovô rock´n roll volta ao trono dos estilos musicais.

Penso que de repente ele está apenas escondido, deixando que a lição seja dada. Mesmo que isso custe a burrice desta geração atual. Depois ele vai assumir a frente e mostrar como se faz música, política, amor, sexo, se protesta contra essa merda de sistema que vivemos. Cedo ou tarde... o velhinho está de volta!

Feb 14, 2012

Caminho Inverso


Whitney Houston, Amy Winehouse e tantos outros nomes da música, vão do anonimato ao topo do mundo. Cantam, encantam e ainda no topo se perdem nas drogas, no álcool, nas paixões insólitas e insalubres. Afogam-se em depressão e dão verdadeiros barracos. Apanham de seus amásios, dão baixaria, são severamente criticadas por seu comportamento. Depois ressurgem com a compaixão quase que angelical da mídia . Quando não, morrem afogadas em banheiras ou de overdoses de abstinência.

No caminho inverso de tudo vai a “gordinha” Adele. Sabe lidar com fama? Veremos! Mas com sua potente voz, foi premiada em todas as seis indicações que teve ao Grammy Awards, a maior premiação da música. As estatuetas mal cabiam em suas mãos e ela, no calor da glória confessa a sutileza que poucas (os) tiveram quando estavam no topo da fama. “Vou sumir por uns 4 ou 5 anos. Não sei o que farei depois desse tempo. Quero me casar, ter um filho e uma horta em casa".

Quem sabe se os falecidos de outrora tivessem a mesma atitude eles ainda não estivessem entre nós. Sumir é sempre vantajoso, por que saudade vende disco (se é música boa). Neste caso teremos que esperar para ver. Mitos da música venderam mais depois que morreram. Talvez o plantio da horta se torne o esquecimento de um público cada vez mais imediatista. Mesmo assim sua música é marcante e permanecerá guardada em uma caixinha de coisas boas descobertas neste mundo.

Texto original: Comércio do Jahu
Foto: Getty Images