Não haverá milagres, um salvador, um mártir ou um recomeço para o Brasil. Independente de quem seja o novo presidente só há uma coisa que podemos fazer se quisermos por em prática o verbo mais usado nas campanhas de todos eles: mudança. Hoje a pressão parte deles para nós, com altos juros, desemprego, inflação, educação duvidosa, saúde precária, falta de moradia, falta de saneamento básico e não há perspectiva para mudanças nos próximos 10 anos.
Sim, muitos de nós não estará vivo para ver isso, mas há algo que podemos fazer. Não é fácil, não é imediato, e vai custar sangue, morte e muito protesto. O que temos que fazer é inverter o fluxo de pressão. A pressão deve vir de nós para eles. Como? Indo pra rua? Não!
Ir para rua é só uma parte pequena do processo. Nós devemos adquirir conhecimento jurídico, conhecimento técnico em todas as áreas que queremos melhorar: transporte, educação, habitação, saúde pública e etc. E com esse conhecimento, levar projetos de nossa autoria e fazer pressão popular para que esses projetos sejam ao menos apreciados. Uma boa estratégia é perseguir os orgãos de classe envolvidos, como por exemplo, Conselhos, Associações, Federações, Ong's e mais gente para dar amplificação às nossas reivindicações.
Ir para rua, pintar a cara, escrever cartazes e gritar, são ações que amplificariam todo esse movimento. Deveriamos criar um movimento nacional de insatisfação, com gente interessada, engajada e disposta a trabalhar unica e exclusivamente com o objetivo de por nossos representantes para trabalhar na base da cobrança, da pressão financeira, da pressão da mídia, da pressão nas ruas. Um movimento de insatisfação com ações assertivas e organizadas certamente faria um barulho na comunidade internacional e certamente traria frutos em médio longo prazo. Esse talvez seja o único caminho, pois nenhum candidato irá fazer o que está se comprometendo a fazer.
Simplesmente porque se não há comprometimento nosso, não há porque haver comprometimento dos governantes.


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